sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 JOSÉ MARTINHO

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HÁ QUEM DIGA

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Eu nunca ouvi dizer

Que sorrir matava

Sorrir dá prazer

Matar? É o que faltava

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Há quem diga que viver não dói

O que dói são os desgostos da vida

É verdade, sempre assim foi

Desde que ela seja mal vivida

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Há quem diga que abraçar não arde

Eu também tenho a mesma opinião

Deve-se abraçar muito enquanto não é tarde

E fazer feliz o nosso coração

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Dizem que beijar não aleija

Por isso gosto muito de beijar

Quem é que não almeja

Uma linda mulher beijar?

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Rir dá saúde

É o povo quem o diz

Eu rio-me amiúde

Por isso, sou feliz.

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José Martinho.

FERNANDA ROCHA

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E POR VEZES ...

E por vezes encontramos a loucura

Que se deita em nossa cama sem pedir

E vestimos de luz toda a doçura

Abençoando a loucura do sentir

E quando o teu abraço me aconchega

Sentindo nos meus flancos o prazer

Percorre-me um desejo mais sentido

E fico sem saber o que dizer

E por vezes percorremos o caminho

Que sem saber porquê os pés magoa

E sinto na solidão da vida breve

Que a vida é um canto de Pessoa

E por vezes sem saber porque o dizemos

Somos sempre aquilo que escrevemos

A Guardadora de Palavras

Fernanda Rocha


GERTRUDES DIAS

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No meu caderno 

Com o bico curvo do lápis de cor 

Desenhei a dor e me sinto culpada 

Vagueio nesta vida sem o teu amor 

Sou alma perdida sem culpa de nada 

Caminhos que outrora trouxeram encanto 

Hoje são o pó das tardes vazias 

Enquanto os meus olhos velados de pranto 

Procuram a luz com que me sorrias 

As noites são escuras , as tardes cinzentas 

Já nada é igual ao tempo passado 

Ficou a lembrança que ainda alimentas 

Lá longe , distante , sem estares a meu lado 

Se no Céu procuro uma estrela brilhante 

Aumenta a ternura das horas em vão 

Sentindo a lonjura no tempo distante 

Que ainda alimenta o meu coração 

Gertrudes Dias

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